sábado, 12 de dezembro de 2015

Sandálias sujas em solo sagrado.

No tempo do Antigo Testamento, Moisés e Josué foram admoestados a retirarem os calçados dos pés para se aproximar do Deus Todo poderoso. No caso de Josué, Deus enviou um comandante do Seu Exército para lhe falar, e no caso de Moisés o próprio Deus apareceu a ele em meio a uma folhagem, um espinheiro que queimava e não se consumia. Disse O Senhor: “Não te chegues para cá; tira os sapatos (sandálias) de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa”. Ex 3-5. A sarça que queimava, representava um extraordinário sinal, principalmente porque o arbusto não era consumido pelo fogo. Ela simbolizava a presença de Deus, conforme está escrito na carta aos hebreus: “Porque o nosso Deus é fogo consumidor!” Hb 12-29.
Hoje, no tempo da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, vemos cristãos repreendendo pessoas que ainda não conhecem a Cristo, ou até mesmo aquelas que já O conheceram e que andaram com Cristo, mas que por algum motivo estão afastadas do Senhor, a não pisarem os pés em suas casas, alegando que ela é território santo. Realmente deveria ser solo sagrado, uma vez que aceitaram Jesus e começaram a segui-Lo. Usam essa mesma Palavra como exemplo para mostrarem que suas casas são a morada de Deus. Muitas vezes não é isso o que vemos. De território santo não tem nada. Dentro delas moram pessoas vazias, materialistas, e do mundo. O casal não se respeita, os filhos não respeitam os pais, nesse lar há contendas, divisões entre os próprios familiares. Irmãos que não falam com irmãos, os pais discutem e falam mal da vida alheia abertamente, proclamam julgamentos sem nenhuma piedade ou conhecimento de causa, aceitam filhos e filhas vivendo sem a bênção do casamento dentro de casa. Enfim, uma desordem!
Aí perguntamos: Por que acham que a sua casa é território santo, humilhando quem não conhece a Jesus, ou possua algum pecado? Quem somos nós para apontar o dedo para julgar quem quer que seja? Jesus nos incentiva a vestir, alimentar e matar a sede de nosso irmão. Orienta-nos a colocá-los no caminho de retidão e a sermos generosos, mas não diz que devemos escolhê-las e separá-las. Para isso elas precisam ver Jesus em nós, e não receber críticas ou rebaixamentos que as inferiorizem.
Mesmo que o nosso solo fosse realmente sagrado, livre de qualquer pecado, o que para nós pecadores é impossível, deveríamos tratar o nosso irmão com carinho e amor. É isso o que Jesus deseja que façamos. Muitas vezes as sandálias de nosso irmão estão muito mais limpas do que o “solo sagrado” de quem se gaba de tal coisa. 
O lugar onde o Senhor apareceu a Moisés se tornou um lugar sagrado, separado e diferenciado por causa da presença divina. Assim deveriam ser nossas casas após o nosso novo nascimento. Lugar separado e totalmente diferenciado dos outros, onde todos pudessem ser acolhidos com amor.
Portanto, quando qualquer irmão bater à sua porta, mande-o entrar, ofereça água para beber, lavar as mãos, se refrescar. Ofereça um alimento e diga: Você é bem-vindo em minha casa, onde o Senhor habita. Junte-se a nós nessa caminhada, creia em Jesus e em sua vida fluirão rios de água viva. Jo 7-38. É disso que nossos irmãos precisam ver Jesus em nós.
Honra e glória somente a ti, Senhor!

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