sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

O Ano de 2017 está batendo à nossa porta.

O Profeta Jeremias no capítulo 29 de seu livro diz que: “Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito, declara O Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor”. Jr 29-11. Muitas vezes precisamos de alguém para nos liderar e que nos impulsione a seguir adiante. Quando se aproxima mais uma mudança de ano, seja em datas de aniversário, como também o ano, necessitamos confiar, acreditar que existe alguém que acredite que somos capazes de prosseguir, pois muitas vezes nem nós mesmos acreditamos que podemos conseguir.


Precisamos crer em nós mesmos, que conseguiremos realizar todas as tarefas que recebemos de Deus e que Ele estará conosco por todo o caminho que venhamos a trilhar. É difícil! Muitas vezes pensamos que não vamos conseguir. Porém, o Senhor promete que estará conosco nos liderando, pois Ele é esse tipo de líder. O que coloca para cima, que apóia que puxa as orelhas, mas que também sabe direcionar. O Senhor conhece o futuro, e seus planos para nós são bons e cheios de esperança. Ele sabe o que está por vir e por isso sabe, como e quando nos direcionar. Isso não significa que seremos poupados da dor, do sofrimento ou das dificuldades, mas Deus nos ajudará a vencer as lutas, enquanto precisarmos. 


O segredo para que tenhamos coisas boas com excelência no Ano Novo é seguir os ensinamentos da Bíblia Sagrada que é a bússola de todo cristão. A Palavra é viva, eficaz e atualizada e nos diz: “E, então dali buscarás ao Senhor Teu Deus, e O acharás, quando O buscares com todo coração e com toda a sua alma”. Dt 4-29. Essa é uma promessa que o Senhor Deus nos faz. Se quisermos conhecê-lo, Ele nos prometeu que O acharíamos se o buscássemos de todo o nosso coração e alma. Ele se deixará encontrar, e conhecer por nós. Entretanto, tudo isso deve ser feito com total devoção e fé. Precisamos crer que Ele existe e que se deixará encontrar por aqueles que O buscam. Para que tudo corra bem devemos submeter todos os nossos pensamentos cativos à Cristo e a vontade suprema do Senhor Deus. Até os nossos pensamentos devem ser submetidos ao seu controle à medida que vivermos para Ele. “Destruímos vãs filosofias e a arrogância que tentam levar as pessoas para longe do conhecimento de Deus, e dominamos todo o pensamento carnal, para torná-lo obediente a Cristo”. II Co 10-5.

Dessa forma teremos comunhão com Deus e seremos plenos do Espírito Santo. Se agirmos dessa maneira não tem erro, o nosso Ano Novo será de muito sucesso. Vamos nos esforçar nesse sentido, oferecendo os nossos pensamentos em sacrifício a Cristo e Ele nos recompensará nos dando paz, amor, alegrias, prosperidade, saúde, um futuro melhor e muita sabedoria para vivermos muito bem o ano que começa.

Feliz Ano Novo a todos!!!!
Honra e glória somente a ti, Senhor!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Jesus a luz do mundo!


Jesus a luz do mundo! Aleluia!!!
Seu nascimento é comemorado com muitas luzes. É a festa das luzes. Em, todos os lugares vemos centenas de luzes acesas para comemorar a chegada do Pai das Luzes. Jesus veio para alumiar os que estão assentados em trevas, à sombra da morte, e também para dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.

Com Jesus, o sol da justiça nasceu e com eles a salvação. O comércio valoriza muito mais o Papai Noel, porém cabe a nós cristãos mostrar ao mundo o verdadeiro sentido do Natal. Devemos exaltar a Pessoa de Cristo, O Salvador do mundo, O Emanuel O Deus conosco! A nossa postura deve ser a de anunciar: “Não temais, porque eis que vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois na cidade de Davi vos nasceu hoje O Salvador que é Cristo, O Senhor!”

O Natal celebra o nascimento de Cristo, O Salvador do mundo, e não o Papai Noel. Celebra a chegada da luz a esse mundo que vivia em trevas, e a paz que ele tanto necessita. “Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens”. O nascimento de Jesus marcou a chegada da presença do próprio Deus, em pessoa, no seio da humanidade.


O Profeta Isaías menciona os títulos divinos do Menino-Deus, o Emanuel, dizendo: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

O anjo do Senhor ao anunciar o nascimento de Jesus fez três revelações acerca do menino Jesus, disse: Ele é o Salvador do mundo, Ele é o Cristo, O Messias tão esperado por Israel, e Ele é o Senhor do universo! Lc 2-11.

Celebremos, pois, o nascimento do Senhor Jesus, essa linda festa com alegria, paz, amor, fraternidade, luz e generosidade para com os menos favorecidos, pois Jesus é o verdadeiro sentido do Natal. Ele é o motivo da festa!

Feliz Natal a todos!!!!
Honra e glória somente a Ti, Senhor!

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ó Jesus, entra em cena!

Em seu devocionário Um ano com Jesus Eugene H. Peterson nos ensina a fazer essa pequena oração: Ó Jesus, entra em cena! Só costumamos pedir dessa forma quando todas as possibilidades possíveis já se esgotaram. A nossa fé só é realmente colocada em prática quando todos os recursos humanos que temos ao nosso dispor acabaram.


Aí a fé entra em ação. A prova das coisas que não vemos ou tocamos e a certeza de que haveremos de receber o que esperamos Hb 11-1, vem em nosso socorro e o significado dessa pequena frase é o que mais precisamos: Ó Jesus, entra em cena! E, isso quer dizer: Jesus vem em meu socorro, me livra de tanto sofrimento, acende a luz em minha alma que está em total escuridão, ajuda-me a conseguir um emprego para que não falte comida à mesa de minha família, onde só temos feijão e arroz para essa noite, socorre-me porque preciso de um médico e de remédios para que minha dor cesse, ajuda-me a encontrar a pessoa certa para me relacionar e casar; ajuda-me a manter meu casamento que está por um fio, ajuda-me porque não consigo parar de me drogar, ajuda-me a me relacionar melhor com as pessoas, socorro Senhor! As petições são muitas e infindáveis.


Como diz o texto da revista Ultimato novembro/dezembro de 2016, essa frase não é um mantra e não tem nada a ver com auto-ajuda, é somente um sofrido pedido de socorro de alguém que já não tem nenhuma alternativa.

Quando a noite escura da alma bater a sua porta, não tenha dúvida, peça socorro ao Senhor, pois só Ele poderá nos ajudar a encontrar o consolo, seja em que área estejamos necessitados.  Ó Jesus, entra em cena, por favor! Poderemos constatar que esse pedido fará toda a diferença e as angústias e sofrimentos chegarão ao fim, é só colocar em prática!

Honra e glória somente a ti, Senhor!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Deus não criou o sofrimento



Deus O nosso criador, nunca esteve preocupado em criar algo que nos fizesse sofrer. Não foi Deus quem arquitetou o sofrimento. O sofrimento faz parte desse mundo e todos nós em algum momento passaremos por ele. Alguns sofrerão mais que outros, mas todos nós em algum momento sentiremos em nosso corpo e em nossa alma ou quem sabe nos dois, uma dor tão grande que nos fará pensar que não suportaremos.

O que precisamos saber é que apesar de toda carga, toda dor que venhamos a passar, temos um Deus amoroso pronto a nos consolar, a nos tirar do escuro do sofrimento seja ele da alma ou do corpo. Não foi Ele quem inventou isso, muito pelo contrário, é Ele que nos tira de lá através do Seu Espírito. E, o que seria de nós sem esse bálsamo curador que é capaz de nos restituir a paz e a serenidade perdidas durante o período escuro de nossa alma?

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque Tu Ó Senhor, estás ao meu lado, enxugando minhas lágrimas e limpando meu coração de toda dor. Tirando a carga que pesa em meus ombros e tentando me levantar e me levar para os verdes pastos em busca de águas tranquilas para que eu possa repousar, matar minha sede e ter paz. É o Senhor quem me revigora, porque me ama me protege com sua vara e seu cajado tal qual o pastor protege as suas queridas ovelhas das garras dos ursos e de outros predadores. És tu, ó Senhor, que me prepara um banquete, que unge minha cabeça com o óleo santo e me mantém serena, alegre, curada e feliz, tendo a Tua misericórdia como companheira por todos os dias da minha vida!”

Honra e glória somente a Ti, Senhor!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bartimeu: o que enxergava com o coração.

Jesus chegou a Jericó com seus discípulos e uma grande multidão. Jericó era uma cidade de veraneio muito frequentada que foi reconstruída pelo rei Herodes no deserto da Judeia, perto do rio Jordão. Jesus estava a caminho de Jerusalém e naturalmente entraria em Jericó. Quando já deixava a cidade, um cego de nome Bartimeu que pedia esmolas nas ruas ouviu que Jesus de Nazaré estava por perto. Bartimeu, que tinha os olhos vendados pela cegueira, começou a gritar por Jesus para que Ele o curasse. “Jesus! Filho de Davi! Tem misericórdia de mim!” Mc 10-47.


Bartimeu apesar de cego reconheceu Jesus como O Messias que viria, pois o chamou de “Filho de Davi”. Era essa a forma de se dirigir a Jesus, porque eles sabiam que o Messias prometido seria um descendente do rei Davi. 

Nesse particular existe um grande contraste entre Bartimeu e os discípulos de Jesus. Os discípulos viam Jesus, andavam com Ele, conversavam e presenciavam os milagres e maravilhas que seu Mestre realizava, mas mesmo assim algumas vezes se deixavam levar pela desconfiança e incredulidade. Eles tinham os olhos vendados pela descrença. Ao contrário dos discípulos, Bartimeu tinha a certeza de que seria curado por aquele homem. Ele tinha tanta certeza que falava com aquele que o curaria que quando foi levado a presença de Jesus, Ele o perguntou: “Que queres que eu te faça? Rogou-lhe o cego: Raboni, que eu volte a enxergar!” Mc 10-51. Bartimeu o chamou de Meu Mestre, (Raboni). “E Jesus lhe ordenou: Vai em frente, a tua fé te salvou! No mesmo instante o homem recuperou a visão e passou a seguir Jesus pelo caminho”. Mc 10-52.

Assim também somos nós com relação a Jesus muitas vezes. Entramos em desespero quando algo que pedimos não nos é concedido ou se demora a acontecer. Colocamos em dúvida o amor de Deus por nós, tal qual crianças mimadas em busca do brinquedo que não veio no dia de Natal.

Que possamos ser como Bartimeu que não conhecia Jesus, não pode vê-lo porque não enxergava com os olhos e nunca havia presenciado nada da parte de Jesus e mesmo assim creu que Ele era O Messias prometido e que poderia curá-lo. Bartimeu enxergava com os olhos do coração. E por isso foi curado. Que não sejamos como Tomé que precisou ver as chagas de Jesus para acreditar que Ele havia ressuscitado. “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram”. Jo 20-29.

Honra e glória somente a Ti, Senhor!


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Ser como as árvores.

Olhando algumas árvores esses dias, pude observar como elas são úteis em todos os aspectos. Mesmo que não sejam frutíferas, elas ainda conseguem nos dar coisas especiais que nos trazem bem-estar. A começar pela sombra, podemos nos abrigar debaixo de seus galhos para descansar, e recuperamos o fôlego depois de uma caminhada ao sol.

Parar embaixo de uma árvore após uma longa caminhada ao sol é um bálsamo extraordinário para recuperarmos as energias gastas. É divino, inexplicavelmente gostoso e reconfortante. Suas flores colorem e enfeitam a natureza com os mais diversos tons de cores, podemos ver os beija-flores sugando-as em total harmonia com a natureza.


Os pássaros constroem os ninhos em seus galhos para reproduzirem-se. Também pousam para descansar e cantar para que a natureza se torne mais bonita. Borboletas pousam. As abelhas aproveitam para sugar o néctar que vão usar para a confecção do mel, as folhas quando caem servem de adubos para outras plantas crescerem. 


Quando são frutíferas, nos dão também alimento. Podemos saborear as mais diversas frutas, cada uma mais deliciosa do que a outra, o que melhora a nossa saúde.


As árvores também alimentam os animais, que desfrutam dos restos que caem ao solo. Sua madeira pode ser transformada em todo tipo de objeto útil para nós. Algumas fornecem látex que se transforma em borracha. Enfim, poderia ainda citar mais benefícios que uma árvore, mesmo que não dê frutos poderia nos fornecer. Acho que já é suficiente. E nós? Fomos criados a feitura de Deus e muitas vezes não frutificamos. Convertidos ou não, somos filhos de Deus, se seremos salvos ou não, só depende de nós mesmos.

As árvores mesmo que não frutifiquem ainda podem nos dar muito. Frutificam de outra maneira, mas frutificam. Os seres humanos ficam esperando que uma luz desça do céu e os recubra para se sentirem motivadas a ajudarem os outros, nem que seja fornecendo um pedaço de pão a quem tem fome. Podemos ajudar as pessoas visitando um asilo, um orfanato, e não é preciso que levemos um idoso ou uma criança para casa para estarmos dando frutos, basta uma palavra amiga, um toque carinhoso, um ouvido aberto e acolhedor para ouvir as histórias de pessoas tão sofridas e solitárias, um brinquedo de um e noventa e nove, que fará pelo menos uma criança sorrir em meio a tanto sofrimento.

Que possamos meditar sobre o assunto, para que amanhã possamos recobrir algum necessitado com a nossa sombra amiga. Jesus nos estimula a dar frutos, e a Palavra de Deus compara José a um ramo frutífero: “José é uma frondosa árvore frutífera, plantada à beira de uma fonte de águas puras; uma grande árvore que dá muitos frutos. Gn 49-22. E Jesus nos diz que se estivermos n’Ele daremos muitos frutos. Jo 15-5.

Façamos a diferença, o Senhor se agrada disso.
Honra e Glória somente a Ti, Senhor!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aniversário da Reforma Protestante - 499 anos. Será que precisamos de outro Lutero?

Hoje 31 de outubro de 2016, comemoram-se os 499 anos da Reforma Protestante. Tudo teve início quando Martinho Lutero colocou na porta da catedral de Wittenberg as noventa e cinco teses. Teses essas que dariam origem ao cristianismo protestante.

O ato tinha o intuito de trazer à luz as verdades bíblicas, pois as mesmas naquela época estavam sendo deturpadas pela Igreja Católica, que vendia indulgências em troca da salvação das almas.

Lutero se indignou, e através do estudo minucioso da Palavra descobriu que a Igreja Católica estava longe da pureza que continha os ensinamentos da Igreja Primitiva. Após esses quase quinhentos anos de existência, podemos notar que a pureza que continha os ensinamentos da igreja primitiva, não está sendo guardada somente pela Igreja Católica. Se olharmos atentamente, observaremos que algumas que se intitulam “protestantes”, também deixaram de lado, há muito tempo tais práticas. 




A Reforma tinha como objetivo trazer de volta à igreja, as doutrinas chaves, tendo somente as Escrituras como autoridade e suficiência; somente a autoridade, suficiência e exclusividade de Cristo; somente a graça, única causa eficiente da salvação; somente a fé, ou a exclusividade da fé como meio da justificação,  e glória, somente a Deus. Esse é o resumo das cinco Solas de Lutero: Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide, e Soli Deo Glória.

Apesar de algumas igrejas terem se esquecido disso, é um dia que deve ser lembrado e comemorado pelos verdadeiros cristãos que ainda estão tentando viver pela fé, pela graça, tendo Jesus como seu único e suficiente Salvador, lendo diariamente, e colocando em prática os ensinamentos da Bíblia Sagrada e glorificando somente a Deus.

Que possamos nos voltar novamente para esses sagrados ensinamentos, e promovermos também em nós todos os dias, uma Reforma completa para que sejamos sempre dignos do sacrifício de Jesus na cruz do calvário.
Honra e glória somente a ti, Senhor!

Soli Deo Gloria!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Entrega o teu caminho ao Senhor! Você entregaria?

Davi quando escreveu o salmo 37 relata com sabedoria a diferença entre os incrédulos que fazem o que bem entendem de suas vidas, e aqueles que obedecem as Leis de Deus. É um salmo de sabedoria porque nos dá todas as informações que precisamos para não andarmos nos caminhos daqueles que não andam com Deus, e a não fazermos o que eles fazem. Porém, o ensinamento maior que vemos nesse salmo é que devemos entregar todas as nossas preocupações nas mãos de quem tudo pode. “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais Ele fará”. Sl 37-5.

Quando Davi diz “entrega o teu caminho”, literalmente ele diz que devemos transferir para o Senhor todos os nossos anseios, preocupações, frustrações e todo tipo de carga emocional, física e psicológica para que elas sejam supridas.
Aquieta-te diante do SENHOR e aguarda por Ele com paciência”. Sl 37-7. Quando diz aquieta-te, está dizendo: fique calmo, silencie e aguarde com esperança que o Senhor intervirá. Ele dará direcionamento a tudo. Esse silêncio deve ser submisso a vontade de Deus. Não deve ser emburrado e com murmurações. Não é silenciar somente por respeito e sim, por submissão a quem resolverá o que está nos inquietando.

O Salmo 55 diz: “Entrega tuas preocupações ao Senhor! Ele te sustentará; jamais permitirá que o justo venha a cair”. Sl 55-22. “Eu, porém, deposito toda a minha confiança em ti!” Sl 55-23. 

Esses ensinamentos nos mostram que não existe lugar mais protegido e afastado das garras do mal que os braços do Senhor. Que podemos descansar todas as nossas angústias e frustrações mais perturbadoras que Ele entenderá e nos ajudará, pois nos conhece muito bem.
Não devemos ter medo porque o medo sempre nos paralisa, devemos sim, confiar no Senhor e em Sua Palavra, pois isso nos dará a força e a liberdade necessárias para agirmos com sabedoria e dessa forma podermos ver as maravilhas que Deus fará em nossas vidas.
Honra e glória somente a ti Senhor!


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bem-aventurados os pobres!

Quando não conhecemos bem a Palavra de Deus, muitas vezes nos confundimos com algumas colocações que estão inseridas nela e não compreendemos muito bem o que Jesus queria dizer aos Seus discípulos.


Jesus proferiu um sermão em uma pequena colina as margens do Mar da Galileia, entre Cafarnaum e Genesaré. Esse foi o discurso inaugural de sua vida pública. Jesus iniciou o Seu Ministério como um verdadeiro Mestre, ensinando a seus discípulos.  

Essa é uma parte do sermão do monte ou o sermão das bem-aventuranças: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus”. Mt 5-3. No Evangelho de Lucas, está escrito: “Bem-aventurados vós, os pobres, porquanto a vós pertence o Reino de Deus”. Lc 6-20. Quando Jesus diz: os pobres em espírito, ou os pobres, não está se referindo a pobreza em si. Ele está se dirigindo à pessoa dos discípulos. Ele está falando de humildade. De sermos humildes e dependentes de Deus. Jesus tenta despertar a nossa consciência para a nossa total dependência de Deus, pois dependemos d’Ele para realizarmos absolutamente tudo.


O Senhor nos exorta a não sermos arrogantes, a não nos acharmos ricos, a não confiarmos na “estabilidade” dos recursos financeiros e materiais que possuímos e desenvolvermos assim, um complexo de superioridade, menosprezando, ou usando as pessoas que se aproximam de nós. Essas pessoas não conseguirão receber a Graça do Reino, da qual pobres e humildes tomam posse com alegria e louvor a Deus. Essa primeira fala de Jesus no sermão atinge diretamente os corações arrogantes e presunçosos. É preciso viver com amor, paz, alegria e liberdade para que entremos no Reino de Deus. Assim pobre de espírito, não está se referindo a pessoas tímidas ou de baixo poder econômico, e sim, aos que colocam a sua total dependência no Senhor. O Reino não poderá ser alcançado através de barganha ou qualquer talento humano. O Reino não é comida, nem bebida, mas justiça, paz, e alegria no Espírito Santo. Rm 14-17.

Os fariseus, gentios, escribas e publicanos viviam apenas uma religião de aparências, sem humildade e sem nenhuma dependência ao Senhor, e Jesus não queria que os seus discípulos se assemelhassem a eles. “Portanto, não vos assemelheis a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe de tudo o que tendes necessidade, antes mesmo que lho peçais”. Mt 6-8.
Com quem queremos nos parecer? Com os humildes que são totalmente dependentes do Senhor ou com os fariseus que em nada se assemelham a estes?

Bem-aventurados todos os que se assemelham aos humildes que vivem em amor, paz, liberdade e alegria e com certeza entrarão no Reino do Senhor!
Honra e glória somente a ti, Senhor!!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

O cuidado com a família.

Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo exorta a que tenhamos uma postura corretíssima com nossos familiares. “Contudo, se alguém não cuida dos seus, especialmente dos de sua própria família, este tem negado a fé e se tornou pior que um descrente”. I Tm 5-8.
            Recomenda que venhamos ajudar aos idosos, a viúva, as mulheres jovens, enfim, diz que devemos ajudar principalmente aos nossos familiares, pois se não ajudamos nem os que são de nossa família, a quem mais ajudaremos? Se não ajudamos, Paulo afirma que negamos a nossa fé e que nos tornamos piores do que os descrentes, pois existem até descrentes que ajudam a todos.

O Senhor espera isso de nós. Que tenhamos boa vontade e um coração amoroso para estarmos dispostos a ajudar a quem precisa, seja de nossa família ou não. Que não venhamos a negar a nossa fé e que não nos tornemos piores do que os descrentes. É fácil! Basta começar!
Honra e glória somente a Ti, Senhor!


quarta-feira, 10 de agosto de 2016

As divisões na igreja de Jesus Cristo.

Existem divisões dentro da igreja de Cristo. Cristãos das mais diversas denominações vivem em eternas discussões sobre doutrinas, usos e costumes, entre tantas outras coisas. 

As opiniões podem divergir sem que isso cause desarmonias e divisões entre os irmãos que deveriam colocar em prática o amor que Jesus nos exorta a ter pelo nosso próximo. 

Alguns católicos dizem que os evangélicos gostam de desarmonias e separações, porque em 1517 houve um cisma na igreja católica, provocado por Martinho Lutero. Os que eram a favor da autoridade do Papa foram para um lado e os adeptos das ideias de Lutero para o outro.

Os protestantes se separaram da igreja católica. Mas não foi só da igreja católica que os evangélicos protestantes se separaram. Dentro da própria igreja evangélica já existem muitas divisões, e muitas denominações foram criadas.

Alguns batistas falam mal de presbiterianos, alguns presbiterianos falam mal dos assembleianos, alguns assembleianos não se dão muito bem com outras denominações pentecostais e neopentecostais. 

Alguns neopentecostais falam mal deles mesmos quando criticam a teologia da prosperidade. Alguns Metodistas não se relacionam bem com Adventistas do Sétimo dia porque eles guardam o sábado, esses por sua vez se acham os certos e atestam, que quem não guarda o sábado não se salvará. Os da Comunidade Cristã criticam as irmãs que não usam véu e as que não usam véu criticam as que usam, dizendo que isso está em desuso.

Alguns não concordam com os luteranos porque os mesmos ainda mantém um culto quase que idêntico ao da Igreja católica de Roma.

Algumas denominações estão se dividindo e deixando de fazer parte de suas igrejas de origem, porque simplesmente entram em desacordo com os pastores. 

Até dentro das igrejas, onde deveria imperar o amor tão propalado por Jesus Cristo, único líder dos cristãos, ele, o amor não está lá.


O que vemos é uma guerra de egos, desfiles de moda, celulares ligados dentro das igrejas, troca de mensagens em “Whatsapp”, conexões em redes sociais, sem nenhuma reverência à casa de Deus. Falam, pregam a Palavra, apontam os dedos na direção de quem consideram em erro e não notam a si mesmos. Não enxergam a trave no próprio olho. “Ou como podes dizer a teu irmão: irmão, deixa-me tirar o cisco que está no teu olho, não atentando tu mesmo na trave que está no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então verás bem para tirar o cisco que está no olho de teu irmão”. Lc. 6-42. Está claro que Jesus nos exorta a nos autoexaminarmos rigidamente antes de nos lançarmos ao julgamento de qualquer de nossos semelhantes.

Dentro da igreja católica não é diferente. Também existem divergências. Católicos tradicionais não aceitam a renovação carismática. Temos a igreja católica brasileira, ortodoxa, a católica liberal, católica da evangelização, católica conservadora do Brasil, a renovada, reformada, nacional, trinitária e outras.

Mas o que será que pensaria Jesus Cristo sobre esse assunto? O apóstolo Paulo enfrentou divisões na igreja de Corinto: “Suplico-vos, queridos irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que concordeis uns com os outros no que falam. A fim de que não haja entre vós divisões; antes, sejais totalmente unidos, sob uma mesma disposição mental e no mesmo parecer”. I Co 1-10.

Paulo desejava que todos estivessem em acordo e em amor, pois todos os cristãos fazem parte da família de Deus. Tudo o que está acontecendo atualmente se resume em falta de amor. O amor é a “mola mestra” que a tudo vivifica.

Jesus deseja que vivamos em amor, sem divergências e desavenças, pois nada nesse mundo poderá nos separar do Seu grande amor por nós e Ele não aprovaria divergências e separações no corpo de Cristo que é a igreja. “Quem poderá nos separar do amor de Cristo? Portanto, estou seguro de que nem morte, nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos afastar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Rm 8.35-39.


É, portanto impossível fugir do amor de Deus. Nada e nenhum ser do universo poderá nos separar do alcance do Espírito de Cristo, pois: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”. I Jo 4-8.

É só isso que Jesus deseja de nós, que tenhamos a capacidade de amar aos nossos irmãos de qualquer denominação cristã. Mesmo que não concordemos com algumas coisas, podemos trabalhar juntos e em harmonia, se concordarmos com o que é verdadeiramente importante: Jesus Cristo é o Senhor de todos! Diferenças, nunca deveriam ser motivo para dividir os cristãos.

Honra e glória somente a Ti, Senhor!



terça-feira, 2 de agosto de 2016

Obedecer, confiar e descansar!

Existe na Bíblia Sagrada um homem de nome Abraão que depois de muitos anos teve um filho. Sua mulher era estéril e só pôde dar a luz a Isaque depois que o Senhor disse que faria dele uma grande nação. E o Senhor cumpriu o que prometeu. Algum tempo depois, Deus exigiu de Abraão que ele sacrificasse seu único filho em holocausto. Esse homem é um dos exemplos mais vivos em obedecer, confiar, entregar e descansar no Senhor. Por isso recebeu apelido de “Pai da fé”.

Quando recebeu a ordem para sacrificar seu filho, ele não pensou duas vezes. Providenciou tudo para que a vontade do Senhor se cumprisse. Foi até o lugar determinado por Deus e executou tudo conforme as ordens recebidas.




Quando ele estendeu a mão para pegar a faca e imolar seu filho, o Anjo do Senhor chamou do céu: Abraão, Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! O Anjo cancelou a execução de Isaque, porque Ele percebeu que Abraão era obediente e não negou o próprio filho ao Senhor. Ao olhar para trás ele percebeu que havia um carneiro preso pelo chifre entre os arbustos. “Pela fé, Abraão, no tempo em que Deus o expôs à prova, ofereceu-lhe Isaque como sacrifício; aquele que havia recebido as promessas estava mesmo a ponto de sacrificar seu unigênito”. Hb 11-17.

Abraão obedeceu, creu, confiou e descansou no Senhor! Ele sabia que o Senhor proveria tudo, e as coisas aconteceram de acordo com sua fé. Abraão possuía uma fé pura, sincera e tranquila que mesmo na pior crise de sua vida, depositou total confiança no amor e no poder de Deus para ressuscitar Isaque, caso fosse exigido.

E a nossa fé como anda? Será que seríamos capazes de dar essa prova de obediência ao Senhor Deus? Na verdade, por muito menos falhamos com Deus. Muitas vezes nossa fé não alcança um grão de mostarda em tamanho. Devemos confiar mais no Senhor de nossas vidas. Orar, confiar, esperar e descansar, pois para Ele não há nada impossível, e todos seus propósitos para as nossas vidas, sempre serão cumpridos.

Honra e glória somente a ti, Senhor!


terça-feira, 12 de julho de 2016

Os frutos que matam a fome e os que alimentam o espírito.

Todos nós gostamos de observar as árvores quando estão carregadas de flores e de frutos. Frutos nas árvores simbolizam fartura, saúde e menos fome no mundo. Se pudermos alcançar essa fruta para matar a fome, isso é divino! Ficamos felizes quando isso acontece. Um dia desses pude ver a alegria de duas pessoas quando se depararam com um pé de laranja em meio à cidade. A árvore estava carregada de frutas amarelinhas e prontas para consumo. Elas se regozijaram com a cena.

Pensando em tudo isso, me veio a seguinte pergunta: Por que não plantamos mais árvores frutíferas? E por que derrubamos essas mesmas árvores quando precisamos construir uma parede, uma calçada. Nesses momentos podemos perceber as prioridades das pessoas. Calçadas de cimento, muros, seja lá o que for, são mais importantes do que árvores. Isso sem falar nas outras qualidades que possui uma árvore, como a sombra, a purificação do ar que respiramos, as flores, o abrigo que elas dão aos pássaros para se reproduzirem, concluindo são muitas.


Gostamos de ver e de comer as frutas, de nos abrigarmos do sol, porém não plantamos mais árvores. As frutas que vemos estão nas prateleiras de supermercados. Se andarmos pelo interior dos estados do sul, ainda conseguiremos ver, porém também já estão escasseando. Os prédios já estão ocupando o lugar das árvores.


 O mesmo acontece com nossa vida espiritual. Não semeamos mais as sementes da fé, da esperança, do amor, da caridade, do perdão, da alegria, da paz, da paciência, da fidelidade, da mansidão e do domínio próprio, nem em favor do próximo, quanto dos mais afastados. E, se não semeamos, com toda certeza não colheremos. Passamos a viver uma vida fria, superficial e sem Deus.

Só colhemos o que plantamos. Não colheremos rosas se plantarmos margaridas. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”. Jr 17-8. É necessário que levemos uma vida de oração e confiança em Deus, para que venhamos a florescer como árvores plantadas junto a um rio. 

Quanto mais nos alegrarmos em obedecer a Deus, mais frutíferos e prósperos seremos. Quanto mais aplicarmos a sabedoria de Deus as nossas vidas, produziremos o melhor e teremos a aprovação de Deus. Da mesma forma que uma árvore absorve a água e os sais minerais e produz frutos deliciosos, nós também não devemos nos afastar de nossa fonte de nutrição, também devemos absorver a Palavra de Deus, a fim de termos atitudes que honrem ao Criador.

Como está a nossa vida em relação ao fruto do Espírito? Estamos sendo infrutíferos ou estamos como uma árvore bem regada, podendo enfrentar momentos de crise sem nos abalarmos e ainda ajudar outros? Se estivermos de acordo com a segunda opção, estaremos produzindo muitos frutos para o Senhor. É isso o que Ele deseja de nós. “Antes, tem o prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará”. Sl 1.2-3.

Honra e glória somente a ti, Senhor!




sábado, 2 de julho de 2016

Não exercitar o amor é pecado?

Como exercitar o amor e não cometer pecado? Jesus Cristo no Evangelho de Mateus descreve bem o que devemos fazer. Ele faz algumas colocações sobre a Sua gloriosa vinda e o juízo final. Quando o dia do juízo chegar, as ovelhas serão separadas dos bodes e Ele oferecerá, aos que nos dias de hoje ajudam aos mais necessitados, o Reino de Deus como herança que foi preparado para estes desde a fundação do mundo. Mt 25-34. Não é pouca coisa! É somente a nossa garantia de vida eterna com Deus.

E, disse Jesus: “Pois quando tive fome, me destes de comer, tive sede, e me destes de beber, fui estrangeiro, e vós me acolhestes. Quando necessitei de roupas, vós me vestistes; estive enfermo, e vós me cuidastes; estive preso, e fostes visitar-me”. Mt 25.35-36.


Jesus condena a todos que não praticam a bondade, e com essas palavras nos ensina que o grande pecado do ser humano é a falta do exercício do amor verdadeiro. Ele separará seus seguidores obedientes daqueles que são incrédulos e fingidos, pois a verdadeira prova de nossa crença é a maneira como agimos. O que fazemos aos outros demonstra o que realmente pensamos a respeito das palavras do Mestre Jesus para nós: Ele diz: “alimente os famintos, dê água a quem tem sede, agasalhe os que têm frio, dê aos indigentes um lugar para se abrigar, cuide dos doentes”.


Essas palavras deveriam nos servir de estímulo para que venhamos a ajudar ao próximo todos os dias. Isso não requer riqueza, habilidade ou inteligência de nossa parte, antes requer boa vontade em ajudar ao próximo. Não existem desculpas para que deixemos de lado aqueles que têm grandes necessidades, é nossa responsabilidade diante de nós mesmos, da igreja, como também do governo. Chegamos a ouvir de alguns crentes, que ajudar aos necessitados não é responsabilidade nossa e sim, do governo. Não é o que Jesus prega. Ele exige o nosso envolvimento pessoal para ajudar a suprir as necessidades dos nossos semelhantes e o sentido dessa parábola é que devemos amar a todas as pessoas e servi-las sempre que possível. Oferecendo amor ao nosso semelhante, estaremos glorificando a Deus e demonstrando o nosso amor por Ele.

O Apóstolo Tiago em sua carta diz: “Quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado”. Tg 4-17. Não é somente pecado fazer o que é errado, porém Tiago diz que também é pecado não fazer o que é certo.

Jesus ilustra com bodes e ovelhas essa divisão. Ovelhas e bodes muitas vezes comem no mesmo pasto, porém na época da tosquia são separados. De que lado estaremos no dia do grande juízo? Como será que andam os nossos atos de amor ao próximo para que isso nos diferencie dos fingidos e incrédulos?

A base desse julgamento definitivo será a atitude de amor com a qual, aqueles que afirmam crer em Deus, trataram seus irmãos e semelhantes. “Se alguém possuir recursos materiais e, observando seu irmão passando necessidade, não se compadecer dele, como é possível permanecer nele o amor de Deus?” I Jo 3-17.

Amor não é apenas uma bela palavra, mas um verbo que exige manifestações práticas e regulares para que seu sentido seja bem compreendido.

Honra e glória somente a ti, Senhor!







sábado, 25 de junho de 2016

O que fazer em tempos de aflição. Esmiuçando o Salmo 86

Existe um personagem na Bíblia que quando se sentia em grande aflição, miserável, pobre e desgraçado, infeliz, mal sucedido, desprezível, buscava ao Senhor Deus e frente a frente com Ele solicitava que viesse em seu socorro. Ele não tinha vergonha de se colocar dessa forma diante do Criador e também não se envergonhava de ser tão pobre emocionalmente. Clamava por resposta e pedia que o Senhor saísse de sua verticalidade, se curvasse, se abaixasse, se dobrasse em sua direção para ouvi-lo.

Quando se sentia desprotegido logo buscava o socorro no Senhor, pois sabia que tão logo a resposta viesse seu coração se tranquilizaria, o susto passaria.

“Ó Eterno, inclina para mim os teus ouvidos e dá-me tua resposta, pois sou um desvalido e estou muito aflito”. Ele sabia que apesar de suas muitas falhas, omissões, defeitos morais, quebras de valores e até certo desequilíbrio emocional e mental, o Senhor Deus vinha em seu auxílio, pois ele era sincero em sua devoção e tinha a certeza de que tinha sido escolhido por Deus. 


Tinha a certeza de que Deus viria em seu socorro. Nós muitas vezes e quase sempre temos receios, medos de nos dirigirmos a Deus com mais ousadia por acharmos que o Senhor se sentirá incomodado ou irado conosco. Tememos o castigo e a repreensão de Deus e dessa forma nossas orações são superficiais.

Ele implorava ajuda a Deus sem nenhum receio de não ser atendido ou ser mal interpretado; “Inclina para mim os teus ouvidos e dá-me a tua resposta”. Ele tinha a certeza de que seria atendido. Dobre-se em minha direção, ouve-me e responda-me porque sou pobre, infeliz, desprezível, omisso, às vezes me sinto desequilibrado mentalmente e espiritualmente, possuo falhas morais, mas preciso de ti Senhor! “Dá-me a tua resposta, pois sou um desvalido e estou muito aflito”. Sl 86-1.

Apesar de tudo, ele suplica para que o Senhor conserve sua vida e se diz fiel ao seu Criador, se confessa servo e confiante no poder de Deus para ajudá-lo. Sabia que não fora ele a escolher o Senhor como seu Deus, mas sim, ele tinha sido escolhido pelo Senhor para ser seu servo. Sabia também que o Deus a qual ele recorria era o Deus único e verdadeiro o Criador do universo e da terra e que nenhum outro Deus agia com tanto amor e justiça.
 Ele pedia que o Senhor se apiedasse se condoesse dele, e afirma que clamaria por socorro todos os dias; “Tem piedade de mim, Senhor, pois a ti clamo, todo o dia”. Sl 86-3.

 Seu coração estava tão triste, tão aflito, tão angustiado que ele precisava de alegria e, isso também pediu ao seu Senhor elevando a sua alma diretamente ao trono de Deus. “Alegra o coração do teu servo, porquanto a ti, Senhor, elevo a minha alma”. Sl 86-4.
Quem de nós consegue se dirigir ao Senhor Deus dessa forma? Com tanta coragem, destemor e confiança? Muitas vezes não possuímos nenhuma dessas características. Quando nos dirigimos a Deus, muitas vezes estamos sem coragem de fazê-lo, temos medo, e a nossa confiança muitas vezes está abalada porque em outros momentos de oração não obtivemos a resposta que gostaríamos. O Senhor nos responde de acordo com o que necessitamos e não com o que queremos.



Ele começa sua oração exaltando ao Senhor, dizendo que Ele é bondoso, que é rico em benevolência, em perdão, gratuidade, piedade e compaixão para com todos os que buscam Seu auxílio. “Pois tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça e misericórdia para com todos os que te invocam”. Sl 86-5. É dessa forma que devemos nos dirigir ao nosso Criador, com intrepidez, confiança, coragem e sem nenhum medo de sermos repreendidos.

Esse personagem é o Rei Davi. Em seus muitos salmos dirigidos ao Senhor Deus, ele sempre tinha a certeza de que seria atendido. “Ó Deus, não fiques longe de mim, meu Senhor, vem depressa em meu auxílio”! Sl 71-12.

Deus é infinitamente misericordioso para com aqueles que O buscam de todo coração. “Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração”. Je 29-13. Essa é a resposta ao texto. Em tempos de aflição devemos buscar ao Senhor de todo coração, com ousadia e com a certeza de que O encontraremos e receberemos d’Ele tudo o que estamos precisando.

Honra e glória somente a Ti, Senhor!


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